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Ovo brasileiro é sucesso entre árabes

maio, 04, 2021 Postado porAndrew Lorimer

Semana202119

O apetite internacional também tem movimentado a produção de ovos no Brasil. Hoje, o volume do alimento que deixa o Brasil rumo ao exterior ainda é pequeno e representa apenas 1% do total produzido. O aumento desses embarques, porém, tem disparado nos últimos meses.

Os dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de ovos, tanto in natura quanto processados, fecharam o primeiro trimestre deste ano com 3,77 mil toneladas enviadas ao Exterior. É um volume 142% superior ao que foi vendido a outros países no mesmo período de 2020, quando foram exportadas 1,55 mil toneladas.

Exportação Brasileira de Ovos  – Oriente Médio x Outros Destinos | por trimestre | 1° Tri 2016 a 1° Tri 2021 | TEUs

Hoje, em todo o mundo, ninguém come mais ovos brasileiros que os árabes. Os Emirados Árabes Unidos foram o principal destino das exportações, com 73% do total embarcado pelo Brasil no primeiro trimestre deste ano. Japão e Serra Leoa também estão entre os principais compradores. Outros destinos mais próximos, porém, acabam de ser abertos e devem mexer com os embarques nacionais.

No início de abril, o Ministério da Agricultura firmou acordos com a Argentina e o Chile, com a publicação de certificados sanitários internacionais que autorizam a exportação de ovos in natura pelo Brasil. Produtores de qualquer Estado do Brasil poderão vender para a Argentina. No caso do Chile, as autorizações foram dadas, até o momento, para produtores do Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

Ricardo Santin, presidente da ABPA, acredita que as taxas de crescimento devem seguir a mesma trajetória neste ano. “Estamos trabalhando no Exterior há algum tempo. Criamos a marca Brazilian Egg, com a Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações). Os resultados estão aparecendo.”

A se basear no volume de exportação de outras proteínas animais, há um longo caminho pela frente. Se hoje apenas 1% da produção nacional vai para fora, no caso da carne suína essa fatia é superior a 20%, mesmo índice da carne bovina, enquanto mais de 30% dos frangos brasileiros alimentam outros países.

Fonte: Estadão

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