Fruta

Coronavírus prejudica exportação de frutas brasileiras para o Canadá

abr, 30, 2020 Postado porSylvia Schandert

Semana202019

A Câmara do Comércio Brasil-Canadá (CCBC) prevê uma queda de 20 a 30% na exportação da frutas por conta da pandemia causada pelo coronavírus. “O embarque de frutas para lá era diário. Após o cancelamento dos voos diretos, em 28 de março, os exportadores começaram a ter sérias dificuldades, porque muitos desses produtos são altamente perecíveis e não conseguem ir via mar. As alternativas de voos – alguns via Lisboa, outros via Frankfur – acabam encarecendo muito o processo”, conta Paulo de Castro Reis, diretor de relações institucionais da CCBC. 

Algumas frutas mais resistentes, como o melão, o abacaxi e a manga, estão seguindo por transporte marítimo. Já as mais perecíveis, como a uva, o mamão, a lichia e a atemoia estão com as atividades de exportação, por hora, paralisadas. “Estamos entrando na safra de caqui, mas os exportadores não poderão enviá-lo, o que, inevitavelmente, resultará em prejuízo”, avalia Castro Reis. 

No primeiro trimestre de 2020, o Brasil exportou mais de 2,5 toneladas de frutas para o Canadá. 

gerente técnico e de projetos da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Jorge de Souza, explica que a demanda exterior por frutas brasileiras continua existindo e o fluxo dos embarques por via marítima está próximo da normalidade. Frutas como limões, uvas e mangas e melões seguem viagem de navio, apenas com um tempo de trânsito um pouco maior. 

“Na média, a demanda permaneceu inalterada de maneira geral para todos os destinos. O que aconteceu foi que o trânsito, a logística, ficou um pouco prejudicada, pelas dificuldades das linhas marítimas. O tempo normal que era de cerca de 28 dias para o Oriente Médio agora está entre 35 e 38 dias, o que preocupa um pouco em termos de qualidade”, disse. 

Fontes: Câmara de Comércio Brasil-Canadá e Agência de Notícias Brasil Árabe 

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